Moleque manhoso,
moleque atrevido, você já foi dono de um pedaço da rua,
já fez parte neste jogo da vida,
onde bateu, brigou, apanhou, brincou...
nas calçadas do tempo, nas ruelas da vida.
Moleque travesso,
moleque levado, você já fez parte das travessuras
as que foram gravadas nas esquinas da vida,
onde os teus sonhos moleque safado,
não era simplesmente uma bola de meia,
ou um papagaio colorido voando ao vento,
fazendo piruetas no azul do céu.
Moleque esperto,
moleque sabido, que trazia consigo um sorriso gostoso,
um sorriso maroto no canto do rosto.
Moleque peralta,
moleque moleque sapeca que sempre sorria
dos que tropeçavam nos becos da vida.
Moleque vivido nos campinhos da várzea.
Moleque malandro por natureza
que zombava dos outros moleques,
sem sonhos, omissos, sem garra, sem horizonte...
Moleque danado,
moleque dengoso, a vida é uma obra de arte,
um picadeiro encantado,
que carecce de artistas nos circos da vida.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Senhor, ás vezes
Já fui nômade um dia
peregrino eu fui outrora,
já passei por mares dantes navegados,
e fui guerreiro que jamais tombou por terra,
por mais temidos fossem os meus adversários,
os malignos que pela vida passam,
semeando o rancor pela vida afora,
pois a terra é fértil deles.
Senhor, ás vezes, tu me acorrentaste os pés
nesta rubra penedia,
que mal pude caminhar um dia,
pois tinha os meus pés acorrentados,
mas vi chacais, abutres esvoassantes eu vi.
Vi vendilhões do templo.
Vi debandar o amor dos corasções.
Vi perversos proliferando em bando.
Vi a guerra suplantar a paz.
Vi a íra derrotando o amor.
Vi o sol castigando o corpo.
Vi a mágoa castigando a alma.
Vi tudo, tudo eu vi,
mas vou caminhando, caminhando eu vou
até o fim
Já fui nômade um dia
peregrino eu fui outrora,
já passei por mares dantes navegados,
e fui guerreiro que jamais tombou por terra,
por mais temidos fossem os meus adversários,
os malignos que pela vida passam,
semeando o rancor pela vida afora,
pois a terra é fértil deles.
Senhor, ás vezes, tu me acorrentaste os pés
nesta rubra penedia,
que mal pude caminhar um dia,
pois tinha os meus pés acorrentados,
mas vi chacais, abutres esvoassantes eu vi.
Vi vendilhões do templo.
Vi debandar o amor dos corasções.
Vi perversos proliferando em bando.
Vi a guerra suplantar a paz.
Vi a íra derrotando o amor.
Vi o sol castigando o corpo.
Vi a mágoa castigando a alma.
Vi tudo, tudo eu vi,
mas vou caminhando, caminhando eu vou
até o fim
sábado, 28 de julho de 2012
Não vá embora
Não vá embora poesia,
nào vá embora da minha vida,
como foi embora aquele amor um dia,
como foi embora a chuva de verão,
como foi embora a poeira do estradão.
Não vá embora poesia,
não me deixe jogado a um canto,
como fez aquele meu amor primeiro,
quando foi toda arrumada pela estrada afora
com o primeiro que apareceu nas curvas do caminho,
sem dizer adeu, um até breve, eu vou voltar...
Não me deixe poesia,
como fui deixado outrora,
você é o único remédio da minha alma,
a cirúrgia que extirpa a dor,
a luz do meu destino,
a paz que me envolve ainda agora.
Não me deixe poesia,
abandonado no silêncio das madrugadas,
venha me fazer compania nas noites frias de inverno.
Hoje vou ficar esperando a poesia bater
a porta do meu coração e entrar sem pedir licença.
Venha poesia enquanto é tempo.
nào vá embora da minha vida,
como foi embora aquele amor um dia,
como foi embora a chuva de verão,
como foi embora a poeira do estradão.
Não vá embora poesia,
não me deixe jogado a um canto,
como fez aquele meu amor primeiro,
quando foi toda arrumada pela estrada afora
com o primeiro que apareceu nas curvas do caminho,
sem dizer adeu, um até breve, eu vou voltar...
Não me deixe poesia,
como fui deixado outrora,
você é o único remédio da minha alma,
a cirúrgia que extirpa a dor,
a luz do meu destino,
a paz que me envolve ainda agora.
Não me deixe poesia,
abandonado no silêncio das madrugadas,
venha me fazer compania nas noites frias de inverno.
Hoje vou ficar esperando a poesia bater
a porta do meu coração e entrar sem pedir licença.
Venha poesia enquanto é tempo.
Alma lavada
Amanhã,
quando o sol no píncaro aquecer a terra,
quero caminhar descalço
pelas campinas, matas, campos e serrados,
quero ser livre como fui outrora,
de alma lavada, levantando a poeira
nos estradões, cavas e grotões...
lá pras bandas da minha terra.
Quero desenrolar as linhas do meu coração,
para trazer de volta um sonho
que ficou perdido no tempo,
aquele sonho que deixei pra depois, bem depois
quando fui embora da minha terra
de alma lavada,
de vida aquecida pelo sol da estrada.
Quero gritar como um menino
e escutar os ecos do meu grito:
"eu sou feliz, eu sou feliz..."
Agora a pouco voltei no tempo
de quando era uma crança,
de quando era um eterno sonhador,
que coloria a sua própria história
e fantasiava a vida por onde então passava.
Eu passei ainda agora em sonhos,
nas ruas da minha terra.
quando o sol no píncaro aquecer a terra,
quero caminhar descalço
pelas campinas, matas, campos e serrados,
quero ser livre como fui outrora,
de alma lavada, levantando a poeira
nos estradões, cavas e grotões...
lá pras bandas da minha terra.
Quero desenrolar as linhas do meu coração,
para trazer de volta um sonho
que ficou perdido no tempo,
aquele sonho que deixei pra depois, bem depois
quando fui embora da minha terra
de alma lavada,
de vida aquecida pelo sol da estrada.
Quero gritar como um menino
e escutar os ecos do meu grito:
"eu sou feliz, eu sou feliz..."
Agora a pouco voltei no tempo
de quando era uma crança,
de quando era um eterno sonhador,
que coloria a sua própria história
e fantasiava a vida por onde então passava.
Eu passei ainda agora em sonhos,
nas ruas da minha terra.
Ando louco de saudades
A chuva da saudade,
caiu agora pouco
no canteiro da minha alma,
fez corredeiras,
fez cascatas,
fez cachoeiras,
fez de tudo dentro do meu peito,
que até inundou a minha vida de saudades.
A chuva da saudade,
trouse lembranças,
trouxe de tudo um pouco,
trouxe você que estava perdida no tempo,
totalmente esquecida a um canto da vida,
mas a saudade falou alto
e fez ressucitar das cinzas
o que parecia quase morto no tempo,
que até despertou ainda agora este sonhador,
que viu na tela da vida,
aquele sorriso largo,
que nem o tempo desbotou da minha alma.
A chuva da saudade,
deixou marcas profundas no eito do caminho
por onde passamos juntos um dia,
neste vai e vem da vida.
A chuva da saudade,
continua a cair, é uma chuva lenta, fria, constante...
A chuva da saudade,
jamais se finda e não se finda,
em tempo algum da minha vida.
caiu agora pouco
no canteiro da minha alma,
fez corredeiras,
fez cascatas,
fez cachoeiras,
fez de tudo dentro do meu peito,
que até inundou a minha vida de saudades.
A chuva da saudade,
trouse lembranças,
trouxe de tudo um pouco,
trouxe você que estava perdida no tempo,
totalmente esquecida a um canto da vida,
mas a saudade falou alto
e fez ressucitar das cinzas
o que parecia quase morto no tempo,
que até despertou ainda agora este sonhador,
que viu na tela da vida,
aquele sorriso largo,
que nem o tempo desbotou da minha alma.
A chuva da saudade,
deixou marcas profundas no eito do caminho
por onde passamos juntos um dia,
neste vai e vem da vida.
A chuva da saudade,
continua a cair, é uma chuva lenta, fria, constante...
A chuva da saudade,
jamais se finda e não se finda,
em tempo algum da minha vida.
Tu me deste
Serena Senhor, serena...
serena a minha caminhada,
pois me deste gratuitamente a vida
e de sobra o direito de sonhar.
Tu me deste senhor,
páginas coloridas
onde escrevi a minha história,
páginas memóraveis do meu viver.
Tu me deste Senhor,
a noite oara o descanso,
o dia para o labor
e o sol para aquecer a estrada
por onde passo,
o norte sul do meu viver.
Já caminhei mil léguas,
outras mil vou caminhar.
Tu me deste Senhor, a sombra
o que mais posso querer.
serena a minha caminhada,
pois me deste gratuitamente a vida
e de sobra o direito de sonhar.
Tu me deste senhor,
páginas coloridas
onde escrevi a minha história,
páginas memóraveis do meu viver.
Tu me deste Senhor,
a noite oara o descanso,
o dia para o labor
e o sol para aquecer a estrada
por onde passo,
o norte sul do meu viver.
Já caminhei mil léguas,
outras mil vou caminhar.
Tu me deste Senhor, a sombra
o que mais posso querer.
sábado, 21 de julho de 2012
Os restos
vasculho a alma.
Vasculho a vida.
Voltei no tempo para juntar os cacos,
aqueles que deixei espalhados a esmo,
por onde quer que passei um dia,
muitos cacos eu deixei no eito da vida.
Voltei para juntar os cacos,
daquele porta retrato
que trago guardado na intimidade da alma;
só não trago comigo os restos do retrato,
pois as traças do tempo,
semdó, sem clemência,
devoraram aquele retrato ao longo do tempo,
ao longo da vida...
Eu voltei na magia da vida.
Eu nvoltei para juntar os cacos,
para juntar os restos, se ainda restam
os cacos que deixei pela vida afora,
ao sabor do destino, ao acaso da vida.
Eu voltei.
Vasculho a vida.
Voltei no tempo para juntar os cacos,
aqueles que deixei espalhados a esmo,
por onde quer que passei um dia,
muitos cacos eu deixei no eito da vida.
Voltei para juntar os cacos,
daquele porta retrato
que trago guardado na intimidade da alma;
só não trago comigo os restos do retrato,
pois as traças do tempo,
semdó, sem clemência,
devoraram aquele retrato ao longo do tempo,
ao longo da vida...
Eu voltei na magia da vida.
Eu nvoltei para juntar os cacos,
para juntar os restos, se ainda restam
os cacos que deixei pela vida afora,
ao sabor do destino, ao acaso da vida.
Eu voltei.
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